Crítica | O Sangue de Zeus (1ª Temporada)

A Netflix vem investindo forte na produção de animes originais em seu catálogo, e com o sucesso de Castlevania, não demorou muito para novas animações com o mesmo estilo gráfico chegassem no catálogo.

No dia 27 de outubro, estreou o anime Sangue de Zeus, criada pelos gregos Charley e Vlas Parlapanides e produzida pela Powerhouse Animation Studios, a mesma do já citado Castlevania. A série é narrada como uma lenda esquecida da mitologia grega e conta a história de Heron, um rapaz bastardo que vive em uma polis na Grécia clássica. O rapaz descobre que sua origem é um pouco mais especial do que sua mãe fizera acreditar, ele na verdade é mais um dos filhos de Zeus, o deus dos deuses — e sem dúvida o mais mulherengo do Olimpo.

Agora, Heron se vê encarregado da importante missão de salvar o céu e a terra de um exército demoníaco, que invade vilas e cidades, massacrando aqueles que não aceitam fazer parte do exército. Para isso, ele precisa enfrentar uma deusa vingativa que deseja matá-lo, assim como seus malignos seguidores.

O enredo, embora tenha todos os clichês e não apresente nada muito original além do que já estamos acostumados a ver em produções relacionadas à Mitologia Grega, consegue ser empolgante no decorrer da história. Com diálogos bem feitos e ótima cenas de ação, a série se desenvolve de uma forma fluída e divertida, sem se perder nos seus vários plots que acontecem durante os 8 episódios de mais ou menos 30 a 40 minutos cada.

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A animação, que lembra muito o traço belíssimo de Castlevania, passa longe dos animes que estamos acostumados, aliás, só é considerado anime porque a Netflix decidiu incluir isso no nome. Algumas pessoas podem sentir desconforto com a animação nos primeiros episódios, embora seja um traço muito bonito, é muito “travada”, lembrando animações antigas dos anos 80 e 90, mas, com as cores e efeitos bem colocados, logo o espectador se acostuma e consegue notar a beleza presente nesse tipo de animação.

Além da excelente animação e da construção de alguns personagens (principalmente o protagonista e antagonista), a série conta com uma trilha sonora bastante envolvente e empolgante, que melhora ainda mais as cenas dramáticas e as batalhas que ocorrem na série.

Sangue de Zeus constrói uma história simples sem muitas pontas soltas, dando a entender que é uma história fechada até os últimos minutos finais, onde mostra que podemos esperar por uma segunda temporada. Embora não seja tão boa quanto foi Castlevania, vale muito a pena assistir os 8 episódios da série.

3.5

DE 5

Leonardo Vieira
Fã de quadrinhos e cinema, futuro jornalista e amante de robôs gigantes!