Especial | Quem foi Charles Manson, o psicopata assassino líder da ‘Família Manson’

Vida

Charles Milles Maddox nasceu em 12 de novembro de 1934, em Cincinnati – Ohio nos Estados Unidos. Filho de Katleen Madox, mãe aos 16 anos, e de pais desconhecido (o sobrenome Manson foi herdado de um breve casamento de Katleen, logo após seu nascimento).

Sua mãe era muito problemática, foi presa por muitas vezes, usava drogas e foi prostituta. Por não ter residência fixa, Charles morou um tempo com os avós e tios. Quando Katllen não estava presa, Charles ficava a maior parte do tempo com ela e passava por varias situações conturbadas, sendo levado a bares. Segundo conta, em uma certa ocasião, sua tentou vendê-lo em troca de bebidas.

Ainda jovem, Manson passou a cometer pequenos delitos e roubos. Foi mandado ao um reformatório, do qual fugiu, meses depois, para ir atrás da mãe. Rejeitado, foi enviado novamente ao reformatório. As fugas eram constantes e culminavam em novos pequenos delitos.

Manson, chegou a passar por avaliações psiquiátricas em que se constava, por trás da frieza e das mentiras, um garoto extremamente sensível que não havia recebido amor o suficiente.

Por conta do estupro a alguns homens foi mudando para uma instituição mais segura. Aparentemente, Manson mudou de comportamento, dedicando-se aos estudos.

Aos 19 anos pode sair da prisão. Aos 20 anos, casou-se e teve um filho, Charles Manson Jr. Trabalhava fazendo bicos, que geravam pouco dinheiro. Passou a roubar carros e, após ser preso por roubo, seu casamento chegou ao fim. Após três anos de prisão, ganha a liberdade e se torna cafetão, além de ladrão. No ano seguinte foi pego novamente, mas consegue escapar com a ajuda de uma mulher, que mentiu estar grávida dele. Na sequência deu um golpe financeiro, em uma mulher; drogou e estuprou a colega de quarto dela.

Mais uma vez preso, dos 26 anos aos 32, por diversos crimes roubo de carro, assalto a mão armada, tráfico de drogas, etc. Durante esse tempo, tinha a ideia de ser musico e, por isso tocava violão e passava maior parte do tempo escrevendo músicas. Era obcecado pelos Beatles e fazia performances na cadeia.

Solto em 1966, vai atrás de seus “seguidores”. Por ter uma boa lábia era muito convincente e manipulador. Seus alvos eram meninas jovens e vulneráveis. Além da lábia, usava drogas como LSD e convidava seus alvos para morarem, com ele, e integrarem a família Manson. Alguns homens também que acreditavam nas palavras de Manson, que dizia acreditar no acontecimento de uma grande guerra racial, onde os negros venceriam.

Nessa época, 1968, os Beatles lançaram um álbum branco, que trazia canções como “Helter Skelter”, que seria um aviso para a família. Quando a guerra começasse, Manson e sua família iriam se esconder em um deserto que, de acordo com o que leu em um livro religioso, daria passagem para uma cidade ouro. Após o fim da guerra, a família Manson retornaria e assumiria o comando da situação. Entre eles era dito que Charles era o “quinto anjo” e os outros quatro seriam os integrantes do Beatles.

Atenção, o texto a seguir irá conter descrições impactantes. Não recomendado para leitores sensíveis.

Os Crimes

Sharon Tate

Vivendo de pequenos golpes para conseguir dinheiro e comida, a família Manson, que crescia, precisava de mais espaço. Encontraram um rancho, que na verdade era um cenário de cinema abandonado, no meio do deserto em Los Angeles. Charles fazia questão de deixar bem claro que a prioridade deles era focar na carreira de músico, pois tinha certeza que iria dar certo. Manson foi a várias gravadoras de Los Angeles, mas nenhuma fechou contrato. Enfurecido começou o “Helter Skelter”.

Ele pôs na cabeça de seus seguidores que deveriam assassinar pessoas brancas ricas, e começou a dar aulas de “Como esfaquear uma pessoa”. Na madrugada do dia 8 para 9 de agosto de 1969, Manson enviou quatro dos seus seguidores para uma missão em Cielo Drive, em Los Angeles, ordenando que eles acabassem, de forma brutal e violenta, com todos que estivessem no local. A primeira casa escolhida foi a de um produtor musical que não demonstrou interesse em seu trabalho. Sem saber que o produtor não morava mais no endereço, a vítima do ataque acabou sendo a nova moradora da residência, uma atriz de Hollywood muito famosa na época, Sharon Tate, grávida de oito meses do cineasta Roman Polanski, que estava na Europa concluindo um filme. Neste dia, Sharon estava com alguns amigos em casa, Wojciech Frykowski, Steven Parent, Jay Sebring e Abigail Folger. Após retornarem do jantar, encontraram os assassinos na casa, onde já haviam cortado os fios dos telefones.

Os assassinos prenderam a Sharon e a fizeram assistir a morte dos amigos um a um. Sharon implorou por sua vida e de seu bebê em vão. Foi esfaqueada 16 vezes e três vezes no coração. Os assassinos escreveram “PIG” (porco) na porta sua casa, com o sangue de Sharon. Os criminosos voltaram para o rancho e na manhã seguinte a empregada da Sharon, ao chegar na casa, se depara com uma cena de filme de terror e imediatamente liga para a polícia, que em poucos segundos cerca a casa da atriz de viaturas.

O casal LaBianca

A familía Mason ataca novamente, na noite seguinte. O mesmo grupo invadiu a casa de Rosemary e Leno LaBianca, que foram multilados e esfaqueados. Havia um garfo enfiado no abdômen de Leno e palavras escritas no estômago, com faca (war). Nas paredes escreveram, com sangue das vítimas, “Deat’h to pigs” (morte aos porcos) e “Helter Skelter”. Rosemary foi amordaçada, vendada e recebeu mais de 40 facadas.

A investigação

Manson apenas mandava os membros da família cometerem os assassinatos, nunca estando presenta nas cenas dos crimes. Ao todo foram sete vitimas em dois dias e Los Angeles estava em pânico, afinal se criminosos entravam com facilidade em casa de celebridades, eles conseguiriam entrar em qualquer lugar.

O temor levou os caso a repercutires nas mídias, enquanto a família Manson assistia e ria com sua fama. Nessa época, Manson entrou em êxtase, drogando-se muito mais, ficando mais violento e passou a bater em suas garotas. A vida maravilhosa e cheia de amor com Manson, no rancho, começou a ruir.

Apesar da mesma brutalidade e das palavras escritas com sangue nas duas casas, o assassinato do casal LaBianca não foi, a principio, ligado aos assassinatos na casa de Sharon Tate. Duas equipes cuidavam dos casos de maneiras distintas.

A mídia, no início das investigações, mais atrapalhava que ajudava, por não ter muita informação. Depois de um tempo, passou a ajudar na investigação. Encontraram uma testemunha que relatou, exatamente, os horários em que ouviu os tiros vindo da casa, e a alguns km da casa de Sharon, repórteres encontraram roupas cheias de sangue jogadas. Um tempo depois acharam uma das armas do crime. O pai de Sharon começou uma investigação paralela com uma esquipe privada.

Uma noite um carro parou em frente da casa de Sharon, seu pai estava no local. A família Manson sabia que haviam pessoas na casa, por isso foram novamente para tentar cometer outros homicídios. Tentaram invadir em vão, pois haviam vários cães para cuidar da casa. O pai de Sharon viu toda a movimentação e seguiu o carro da família até o rancho. Em seguida o pai de Sharon vai até a polícia e conta tudo que viu.

Até que, em novembro de 1969 uma das seguidores de Manson, Susan Atkins, que participou dos crimes de Sharon e LaBianca, presa por ter roubado um carro, contou vantagem, para outras detentas, por ter participado do assassinato de uma pessoa muito famosa. Ela relatou aos polícia os assassinatos, identificando quem estava presente e o mandante. A polícia, em seguida, foi até o rancho e prendeu cerca de 12 pessoas. Charles estava escondido em um banheiro distante do rancho.

Quatro meses após os assassinatos, todos os envolvidos foram presos. Charles Manon, então com 37 anos, foi acusado de seis assassinatos e levado a justiça, juntamente com Tex Watson, Susan Atkins, Patricia Krenwinkel e Leslie Van Houten. Manson alegou não ter participado de num dos assassinatos, mas o advogado de acusação convenceu o juri popular de que Manson poderia ter influenciado os jovens a matar. Após o julgamento, Manson declarou seu ódio pela humanidade. A promotoria se referiu a ele como “o homem mais maligno e satânico que a caminhou na face da terra”.

Casamento

Em novembro de 2014, aos 80 anos, Manson recebeu autorização para se casar, na prisão, com a sua noiva Elaine Burton, 53 anos mais jovem. Porém desistiu do casamento, em fevereiro de 2015, após descobrir que sua noiva planejava expor seu cadáver em uma redoma de vidro, após sua morte. Elaine visitou Manson por vários anos na prisão e manteve vários blogs onde defendia a sua inocência.

Morte

Charles Manson morreu, de causas naturais, em 19 de novembro de 2017, uma semana após seu aniversário de 83 anos, em um hospital de Bakersfield, na Califórnia, após quatro dias de internação.

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Larissa Martins

Futura jornalista, que gosta do universo geek.

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