O universo, criado pelo diretor Coreano James Wan, com os filmes Invocação do mal 1 (2013) e 2 (2016) ganha mais um spin off: A maldição da Chorona. Diferente dos antecessores, A freira (2018) e Annabelle 1 (2014) e 2 (2017), o longa apresenta uma nova entidade aos fãs da franquia e o diretor Michael Chaves, que é também diretor de Invocação do mal 3 previsto para esse ano.

A estréia do longa ultrapassou a projeção de US$ 17 milhões arrecadando, só nos Estados Unidos, US$ 26 milhões. O fim de semana de estréia totalizou US$ 56 milhões mundialmente. Nada mau para uma produção que custou a bagatela de US$ 9 milhões.

O longa conta a história de uma assistente social, viúva e mãe de 2 filhos, que, após um incidente fatal com duas crianças que ela  havia retirado da mãe por maus tratos, tem seus filhos perseguidos por uma entidade, o espírito de uma mulher que matou os filhos como forma de punir o marido após descobrir uma traição e que por arrependimento tirou a própria vida. A entidade leva o nome de chorona, pois o choro é o artifício usado para atrair as crianças.

A história é básica, sem muitos mistérios, o que nem sempre é um problema. No entanto o roteiro é pobre, sem desenvolver os personagens e cheio de jump scares, muitas vezes previsíveis.

O diretor Michael Chaves repete elementos, que tornaram James Wan notável, de forma exagerada. Clichês, o número de sustos mecânicos, utilização de som alto, até mesmo a aparência da Llorona (Chorona) em alguns momentos assemelha-se à A Freira e outros personagens dos filmes de Wan.

Com raros momentos de brilhantismo com a câmera e as luzes, Chaves mostra um pouco do seu potencial. A fotografia é sem dúvida o maior destaque técnico do filme.

Se por trás das câmeras a coisa não vai bem, na frente delas não é diferente. A falta de carisma e as atuações deixam, e muito, a desejar não só dos jovens atores mas também dos mais experientes. Não é possível criar empatia pelos personagens, nem mesmo diante das ameaças sofridas.

A Lenda

Por mais que o filme não seja uma obra prima do terror contemporâneo, a lenda por trás do filme é sim bem sinistra. A história, assim como todas as lendas, tem algumas variações, mas em todas elas a entidade chorona é um espírito vingativo, que vaga pelo mundo atrás de crianças para substituir seus filhos que morreram. Porém por estar em outro plano, essas crianças devem passar dessa pra uma “melhor” pra estar com ela.  Outra curiosidade sobre essa lenda é que apesar de ser tratada sempre como uma lenda mexicana, a história é conhecida em outros 15 países, cada um com suas características, mas sempre mantendo os elementos principais. No Panamá por exemplo, a chorona era uma mulher muito alegre e festeira, e perde seu filho ao deixá-lo dormindo em um cesto à beira de um rio, enquanto dançava e se divertia em uma festa.

A lenda também já foi retratada em outras 3 produções , La Llorona (1933), La Maldición de la Llorona (1963) e  na animação infantil La Leyenda de la Llorona (2011), disponível na plataforma Google play.

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