Histórias Assustadoras para Contar no Escuro é o novo longa de André Øvredal, basado no livo homônimo de Alvin Schwartz, tendo por Guillermo Del Toro como produtor executivo e um dos roteiristas.

Apesar ter feito poucos filmes, André Øvredal se mostra competente e garante que o longa seja uma boa experiência para os fãs de filmes de terror, apesar da trama simples.

Na trama, um grupo de amigos entra numa mansão abandonada e Stella, uma das integrantes desse grupo encontra um misterioso livro e decide levá-lo. Logo após deixarem a mansão, Stella percebe que histórias começam a aparecer nas páginas do livro, narrando estranhos acontecimentos e invocando monstros estranhos.

A presença de Guillermo Del Toro na produção, parece ter sido essencial para as decisões mais cruciais do filme: a recriação dos monstros do presentes no livro. Cada monstro tinha apenas uma única ilustração de referência — as mesmas que estão na edição impressa do livro — para que a equipe pudesse recriá-los para o filme. E fica visível em tela, o nível de dedicação da equipe no resultado alcançado. Todos as criaturas parecem ter saído diretamente das páginas do livro para a tela.

A equipe ainda tomou a decisão de recriar os monstros usando na maior parte do tempo, apenas efeitos práticos, limitando o uso de efeitos digitais, para dar uma atmosfera ainda mais imersiva ao longa. E isso funciona perfeitamente! A imersão criada pela fotografia, os efeitos práticos, os talentos por trás da manipulação dos monstros, e a atuação do elenco, levam o filme à um outro nível. Não podíamos esperar menos, vindo de alguém que imortalizou os efeitos práticos em filmes como HellBoy (2004) e Labirinto do Fauno (2006).

Apesar de termos a sensação de que já vimos outros filmes com a mesma premissa, Histórias Assustadoras para Contar no Escuro nos transporta ao mundo inicialmente criado por Alvin Schwartz e nos prende pela tensão criada pela trama e nos deixa fascinado pela qualidade dos efeitos que vemos em tela.

Histórias Assustadoras para Contar no Escuro, é uma produção bem executada, que resulta num longa digno para o gênero de terror, mas que não consegue se destacar entre tantos outros filmes do gênero.

3.5

de 5

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