Crítica | A Sociedade dos Poetas Mortos

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Um dos filmes mais aclamados e conhecidos no século XXI, apesar de ter sido lançado no século XX. Uma mistura de acontecimentos que geram – ao telespectador mais cético – emoção, devido a trama ser bem formada e trazer elementos de drama muito bem dispostos.

O professor John Keating (Robin Williams), um homem excepcional que está continuamente arrebatado pelo poder da arte da literatura, lidera uma classe de aula, guiando seus alunos até uma direção de ver o mundo por uma nova perspectiva; de uma maneira na qual outros não haviam a disposição de os fazer ver. Suas vidas então mudam, através de alguém e de um lugar que jamais esperariam vir tais coisas, já que no geral uma escola é considerada um lugar monótono.

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Carpe diem, vindo do latim que significa: “aproveite o dia” em sua forma literal. O propósito da frase é “viva o dia como se fosse o último“. Essa frase é usada em todo filme, como uma forma de protesto aos métodos convencionais de vivência de outras pessoas que normalmente vivem de maneira robótica; não sugando o “suco da vida“.

O filme passa por um gradual crescimento e uma evolução dos alunos de Mr. Keating, que acaba criando um vínculo com cada um deles. Na trama, seus alunos renascem um antigo clube: A Sociedade dos Poetas Mortos. Consequentemente, isso faz com que eles tenham seu espaço para ser quem desejam ser, longe dos vícios e influência da sociedade em suas personalidades; tornam-se livres quando estão no clube. Apesar de também serem influenciados em todo seu ser e trazer consequências fora dele também.

No filme, cada personagem passa por uma transição entre o vínculo com o mundo literário e sua vida normal. Portanto, muitos têm que decidir escolher — entre ambas — qual caminho seguir, o que traz consequências para as suas vidas — algumas boas, outras nem tanto. Mudanças acontecem e os tornam mais intensos, mais corajosos para viver suas vidas, apesar de serem desencorajados pelos próprios pais e pela escola, o que os bloqueia de tentarem mais.

No final, o filme traz elementos de drama, de literatura, romance e muitos outros que o fazem ser uma obra-prima do início ao fim, com um enredo capaz de trazer vividez à poesia e questionar o próprio sentido da vida. Afinal, o que seríamos sem “Oh, Captain. My Captain!“?

5.0

DE 5

Barbarella
Nerd, futura engenheira de software. Apaixonada por livros, filmes e séries; atrofísica, história, ficção científica e várias outras coisas. Eu busco melhorar o mundo. Escrever é meu mundo.
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