Crítica | #ALIVE (2020)

O que se pode esperar da combinação Netflix e cinema coreano de suspense/terror? Certamente um filmaço.

#Alive estreou na última terça-feira (08) e configura a lista dos TOP10 da plataforma de streaming, configurando as primeiras posições no Brasil, no momento da redação desta crítica.

Segundo a descrição da plataforma, um terrível vírus destrói a cidade e um homem se tranca em seu apartamento para sobreviver. Desconectado do mundo, ele tenta desesperadamente encontrar uma saída. Sinceramente, essa descrição não faz jus ao longa de 1h 38min. #Alive vai muito além disso.

Em um condomínio de apartamentos familiares, localizado em Seul, um rapaz de chamado Oh Jun-u (Yoo Ah-in) de codinome de Morris62 entre seus seguidores, acorda sozinho em seu apartamento e presencia, da sacada, um vírus desconhecido se alastrar, como num filme apocalíptico. Tentando se manter vivo Oh Jun-u enfrenta várias situações à espera de sua família. Desesperado pela falta de informação, de comida e água, o protagonista pensa e tenta desistir de tudo algumas vezes, mas seu destino parece mesmo ser sobreviver.

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Vale destacar o cuidado com as imagens, que nos colocam no clima tenso que os ambientes necessitam. O recurso de áudio foi muito bem aplicado para criar os momentos de jump scare. A cores mudam de acordo com o clima que a cena exige, acompanhando as emoções dos personagens. Algumas cenas e saídas adotadas para que os personagens resolvam suas situações são um pouco previsíveis, mas nada que estrague a experiência como um todo.

Apenas deixa um pouco a desejar o embate direto com os zumbis. As coreografias de combate são boas mas o grau de perigo que os personagens enfrentam nem parece ser tão alto assim.

O longa traça um paralelo interessante com nossas necessidades e o advento tecnológico, principalmente em momentos que lembram do poder de sucesso e fracasso que a imersão tecnológica pode proporcionar.

Uma recomendação particular: assista em um momento calmo, com barulhos reduzidos e de fones de ouvido. Isso maximiza tanto a experiência como a imersão.

4.0

DE 5

Alexandra Russi
Nerd, Estatística, casada com o Sr. Barba e mãe do Henrique. RH do CN42 e revisora, nas horas vagas. Minha frase favorita é: "Pago um boi para não entrar numa briga. Mas se entrar, pago uma boiada pra não sair dela" Autor desconhecido.