Crítica | Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa

Arlequina retorna acompanhada em mais um filme, mas não mais pelo Sr. C, e sim pelas garotas mais badass de Gotham. Se você é do tipo de pessoa que não suporta um time feminino saindo no braço, então melhor passar longe.

O novo longa da DC traz a icônica Arlequina buscando sua identidade após o Coringa terminar o relacionamento e a parceria criminosa, enquanto busca sobreviver aos acertos de contas, Arley encontra outras mulheres buscando como ela mesma diz, “emancipação”. Montoya, Caçadora e Canário tem uma missão própria, mas o destino vai uni-las para que juntas consigam a tão sonhada independência.

Não podemos deixar de comentar as excelente atuações do filme, não apenas da Margot Robbie que incorpora a Arlequina como ninguém, e do vilão Máscara Negra interpretado pelo Ewan MacGragor que apesar de nem sempre estar de máscara, fica a altura de um vilão de filmes de heróis — apesar desse claramente não ser o caso. As novatas Mary Elisabeth Winsted como Caçadora, Jurnee Smollett-Bell como Canário Negro e Rosie Perez como Detetive Montoya, se saem super bem em tela, deixando um gostinho de “quero mais”. Esperamos que a DC faça mais filmes com as personagens.

As cenas de ação estão muito bem feitas, dignas de qualquer filme de ação, a edição é boma, mas um pouco confusa por conta da narração off, e a trilha sonora está lindíssima, juntamente com um figurino muito bem trabalhado. E, apesar de muita violência, a comédia não fica de fora, o longa não chega a ter uma cena pós-créditos propriamente dita, mas tem um recadinho da Arlequina.

Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa é um filme excelente, vale muito a pena ver novamente a Warner e a DC acertam em mais um longa, agora é só esperar pela Mulher Maravilha: 1984.

5.0

DE 5

Alessandra de Souza

"O crítico é ao mesmo tempo inútil e indispensável" André Bazin. Uma simples cinéfila e crítica amadora.

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