Crítica | Dash & Lily (1ª Temporada)

Dash&Lily | Netflix
Dash&Lily | Netflix

Inspirada nos livros O Caderninho de Desafios de Dash & Lily, a série começa na época do Natal, quando Lily (Midori Francis) decide esconder um caderno cheio de desafios numa livraria, esperando encontrar alguém especial. Quem o encontra é o solitário Dash (Austin Abrams), que topa se envolver no plano, conversando através do papel. Sem se conhecerem pessoalmente, eles descobrem que têm muito mais em comum do que imaginavam.

Diferente do que a maioria dos adultos pensam, os adolescentes passam por problemas atípicos. Embora para os adultos que já passaram por isso seja algo chamado de “bobagem”, para os adolescentes é a primeira viagem nesses problemas e isso causa um grande desconforto e desespero.

É assim que a história de Dash & Lily passa, ambos acabam mantendo certas coisas para si mesmos, às vezes até não citam para os amigos, por um medo desenfreado de ser julgado se falar sobre isso.

Tudo na humanidade é status, regras e poder. Mas para Lily, é tudo sobre a felicidade que o momento pode dar. O Natal é um momento mágico para ela, onde todos se reúnem, cantam juntos, conversam e têm um ótimo momento juntos. Porém neste ano será diferente, seus pais não passarão o natal com ela, seu avô está em outro lugar e seu irmão já tem alguém para passar o feriado. Lily, sendo sempre a luz do sol da casa, meio que desvanece nesses acontecimentos, mesmo que tente disfarçar.

A trama abusa da maneira atípica que Dash e Lily se conhecem, mas nunca se veem. Todos os acontecimentos e desconhecimentos que os levam para onde estão – será que eles irão se conhecer? Será que vai valer à pena?

A série aborda desde o início o crescimento de Lily, uma garota que é alguém que só anda com os adultos e faz apenas coisas de “adultos”, quando na verdade ela só não tem nenhum amigo para fazer as outras coisas que os adultos não gostam. Enquanto Dash, já fez essas coisas, mas está exausto da vida como ela é, todas as falsas esperanças, falsos sorrisos e festas em que várias pessoas fingem que estão felizes. Em outras palavras ele seria conhecido como um personagem cínico, pela sua maneira de ver as coisas. Lily muda isso nele e ele muda a maneira perfeita em que ela vê o mundo.

A série tem uma pitada de drama, como toda comédia romântica tem, além de ter um ponto que traz à luz a falta de responsabilidade de um adolescente, porém o quanto um adulto julga isso da maneira errada às vezes, sem diálogo, apenas julgando que por ele ser adulto está correto. Mostra que tudo está fadado a mudar, além que tudo que é considerado absoluto pode já ter mudado faz tempo.

Ele faz coisas que nunca faria por ninguém. Ela também.

Lily acaba vendo tudo de um ponto de vista mais realista através de Dash, enquanto ele vê que nem tudo é algo ruim, que há esperança na vida, felicidade e o amor é capaz de fazer cada uma dessas florescer. Lily abre-se mais para o mundo de uma outra maneira, Dash acaba fechando algumas portas para abrir algumas mais felizes.

E tudo começou não em uma livraria comum, mas na Strand

Dash&Lily

1ª Temporada

Ano: 2020
Canal: Netflix
Elenco: Austin Abrams, Midori Francis, Keana Marie, Dante Brown, Diego Guevara
Ver trailer
Nota 5 de 5

Barbarella
Nerd, futura engenheira de software. Apaixonada por livros, filmes e séries; atrofísica, história, ficção científica e várias outras coisas. Eu busco melhorar o mundo. Escrever é meu mundo.