Crítica | Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica

A trama de Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica é centrada no caçula Ian, que não pôde conhecer o pai que, devido à uma doença, faleceu antes dele nascer, assim ele sempre se sentiu inseguro e seu maior sonho era saber como pai era, para ser como ele. O jovem também não vê muito exemplo no mais velho, Barley, que é fascinado pela história de sua cidade, onde outrora havia magia e incríveis jornadas. Os dois são surpreendidos quando a mãe lhes dá um presente deixado pelo pai. Assim como seu filho mais velho, ele foi fascinado pela magia, e os deixa um cajado e uma gema, para que possam fazer um feitiço que permita passar novamente um dia inteiro com o pai.

A pouca confiança de Ian o impede de completar o feitiço, fazendo apenas aparecer a metade do pai, assim vão precisar de todo o conhecimento de Barley para buscar uma nova gema. A jornada desses dois não é apenas um desafio, ela tem a capacidade de mudar alguns seres que encontram no caminho, e é onde Ian faz sua própria jornada de autodescoberta.

O que impressiona no longa é a forma como a relação entre os irmãos é apresentada, mesmo o caçula não conhecendo o pai, sempre teve as poucas lembranças passadas pelo irmão mais velho, assim como o apoio que ele sempre deu à ele para durante a sua vida, mesmo com os trailers passando a impressão de ser uma história apenas sobre a relação entre pai e filho, a trama na verdade mostra uma forma pura e simples do amor entre irmãos, onde se apoiam e confiam um no outro, se ajudam a amadurecer e a vencer todos os desafios, sejam eles mágicos ou não.

A Pixar continua tendo o poder de nos levar às lágrimas com a história de Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica.

4.5

DE 5

Alessandra de Souza

"O crítico é ao mesmo tempo inútil e indispensável" André Bazin. Uma simples cinéfila e crítica amadora.

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