Crítica | Star Wars: A Ascensão Skywalker

Star Wars: A Ascensão Skywalker | Direitos a Cult MLT

A saga de Star Wars conseguiu ser sucesso mesmo em uma época onde filmes não tinham uma história compartilhada entre um e outro. Garantindo que a história continuasse até hoje, com a Rey e tantos outros personagens queridos da saga.

O filme que todos esperavam, que dá fim ao enredo de tantos anos, desde Anakin Skywalker até Han Solo e a chegada de Rey. Tudo o que muitos pensavam era: como tudo irá acabar? O bem ou o mal vencerá? Será que é a única coisa que conta?

A obra traz personagens queridos de tantos anos, tais como Luke Skywalker, que havia se exilado depois de uma tentativa de matar Kylo Ren, que iria futuramente para o lado sombrio. Mesmo a Rey, não tendo sua identidade propriamente descoberta, ela consegue manter um foco na jornada que muitos não teriam, até que descobre sua origem. O que a faz sentir-se melhor com sua jornada é quando descobre que Leia também sabia e isso a traz conforto.

Embora muitos vejam a Rey como epicentro da saga, sem a ajuda de seus amigos — e teimosia —, ela jamais conseguiria cumprir sua jornada. Não apenas no quesito de ajuda, mas eles serviram como um elo que fornecia força para ela em momentos extremos. Esse foi um ponto muito forte no filme, devemos dizer. Sem isso talvez tudo iria por água abaixo.

Nos primeiros minutos do filme tudo se torna corrido, com um enredo mal explorado em tantas partes e péssimas explicações para praticamente tudo. Mesmo para quem ama a saga, é possível sentir todas as emoções e ainda sentir o quanto a história, que perdurava por décadas, foi mal explorada em um único filme que “mostraria” o destino final dos Jedi e dos Sith.

Em alguns momentos havia certas explicações que precisavam um pouco mais de embasamento para tais argumentos, mas mesmo assim foi decidido apelar para outros elementos ou nenhum elemento mesmo; se é para ser vai ser, não é?

A luta entre Kylo e Rey é um elemento fraco, servindo de algo como que para adiar o final do filme. Apesar de, algumas vezes, também ser o ponto alto do causador de sentimentos de agonia. Mesmo assim, a saga conseguiu trazer o conflito de um personagem que tem medo de ir para o lado sombrio e o outro que tinha medo de voltar para o lado da luz. A luta entre eles é mais um conflito mental do que o confronto físico que envolvia ambas as partes. Dava para notar que nenhum dos dois tinha certeza do que estava fazendo, Kylo no lado sombrio e a Rey no lado da luz; ambos com medo de sucumbir para o lado oposto do que se encontravam.

No quesito estrutural do enredo, notamos a falta explicações para fatos ocorridos no filme mesmo, não apenas fora dele ou elementos de outros filmes. Trazendo acontecimentos sem o mostrar o motivo de terem acontecido ou como aconteceram.

O crescimento de Kylo Ren nesse filme foi com certeza o ponto alto, ele conseguiu ser o personagem que sofre um conflito interno para o personagem que toma uma decisão crucial, e sem ele, nada do que aconteceu jamais teria acontecido. Com certeza o personagem amadureceu e tomou a decisão certa no final de tudo, mas não na maneira esperada por muitos, o que faz com que torne-se surpreendente.

O final é influenciado por vários elementos, mas ainda assim, não se torna surpreendente. A maneira com acontece, talvez tenha sido esperada, já os elementos que envolvem, não. Mas ainda assim é um final válido para a saga e pode ser dito que terminou com um final digno para todos.

O filme conseguiu bastante a atenção do público, por ser o final de uma saga que aguarda ser finalizada há décadas. Ele ainda não perde seu peso na saga, mas poderia ter sido explorado de uma maneira menos leviana tal como foi.

Mesmo assistindo o filme de tal maneira como foi feito, dá para sentir os sentimentos de nostalgia, aflição, emoção e tristeza. Afinal de contas, Luke, Leia, Obi-Wan, Yoda e todos os personagens da saga ainda estão nos nossos corações até o fim.

3.5

DE 5

Barbarella
Nerd, futura engenheira de software. Apaixonada por livros, filmes e séries; atrofísica, história, ficção científica e várias outras coisas. Eu busco melhorar o mundo. Escrever é meu mundo.
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