Crítica | You Should Have Left (2020)

A Blumhouse já cunhou seu nome há algum tempo como uma das principais produtoras de filmes de suspense e horror, criando uma legião de fãs do gênero que ficam atentos aos novos longas da produtora que já nos apresentou obras de grande sucesso como Nós (2019), Corra (2017), a mais recente adaptação de O Homem Invisível (2020), além de diversas produções que são consideradas grandes obras primas por muitos críticos e fãs do gênero. Por isso, não era de se espantar que You Should Have Left, lançado mundialmente em formato digital em 18 de junho de 2020, chamasse a atenção do público.

Dirigido e escrito por David Koepp, You Should Have Left é uma adaptação do livro homônimo do alemão Daniel Kehlmann e conta com Kevin Bacon e Amanda Seyfried no elenco. 

Na trama, Theo Conroy (Kevin Bacon) e Susanna (Amanda Seyfried) encontram uma casa isolada próxima à uma pequena vila, e decidem passar um tempo nela para se distanciar do trabalho e aproveitar o tempo com sua filha. Porém, o casal precisa lidar com constantes desentendimentos causados por uma trauma que marcou o passado de Theo e prejudica seu relacionamento com Susann. Mas enquanto eventos estranhos começam a tomar conta da casa e trazer os traumas do passado de Theo à tona, prejudicando ainda mais a relação do casal e desafiando a sanidade do personagem.

You Should Have Left se apoia na tão conhecida ideia de “casa mal assombrada” para construir uma trama simples que foca principalmente no desenvolvimento da relação entre os personagens ao longo do filme. E esse é o maior trunfo e erro do longa. A necessidade que o longa parece ter de desenvolver os personagens e fazer com que Theo seja capaz de “se encontrar” em meio a sua própria insanidade, deixa a sensação de que o diretor e roteirista está mais interessado em explorar e explicar o lado psicológico do protagonistas do que em criar uma atmosfera que exalte o gênero em que o filme tenta se encaixar. Esses detalhes nos deixam com a impressão de que o filme, apesar de ter boas ideias, termina sem ter explorado detalhes importantes capazes de enriquecer o enredo e transformar o conflito dos personagens e seus dilemas psicológicos, em algo conciso com a proposta inicial do longa. 

Apesar de contar com nomes conhecidos e respeitados no elenco, You Should Have Left acaba sendo mais um drama familiar e não um horror como propõe, apresentando um enredo simples, com cenas e conceitos interessantes, mas que falha no seu principal objetivo e não consegue executá-los com maestria capaz de o destacar em meio a outros longas do gênero.

You Should Have Left está disponível para compra e aluguel nas principais plataformas digitais.

2.5

DE 5

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Ygor Castro

Uma das mentes por trás do CN42 e também criador do Megacreative. Geek, apaixonado por cultura pop, fotografia, livros, cinema, séries de TV, astronomia, arqueologia e História.

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