Crítica | Zumbilândia: Atire Duas Vezes

Columbus (Jesse Eisenberg), Tallahassee (Woody Harrelson), Little Rock (Abigail Breslin) and Wichita (Emma Stone) in Columbia Pictures' ZOMBIELAND: DOUBLE TAP.

Nunca é fácil manter a qualidade em sequências cinematográficas. São inúmeros os casos onde a segunda ou terceira parte falham miseravelmente em manter uma boa história. E é ainda mais difícil quando, anos após o primeiro filme ser lançado, surge uma continuação, por conta de os atores estarem mais envelhecidos, ou a história ficar esquecida no tempo, e a segunda parte acaba passando batida. Este, embora seja um caso familiar, não é o caso de Zumbilândia: Atire Duas Vezes, que chegou aos cinemas 10 anos após o lançamento de Zumbilândia, sem perder a qualidade e o humor, num tema tão explorado nas telonas.

Em 2009 conhecemos Tallahassee (Woody Harrelson), Columbus (Jesse Eisenberg), Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin), que juntos sobreviviam a uma epidemia de zumbis que causou o fim do mundo. Dez anos depois, o grupo continua junto, agora sabendo lidar de forma eficiente com os mortos-vivos, o grupo dá apelidos para identificar os diferentes tipos zumbis, como Homer (homenagem ao pai da família Simpsons) para os mais lerdos e burros, e T-800 (homenagem ao Exterminador do Futuro) para os zumbis mais fortes e difíceis de matar.

O roteiro de Dave Callaham e dos já conhecidos Rhett Reese e Paul Wernick, é simples como o do primeiro filme, o que não é ruim, pois o segundo em momento algum tenta superar o primeiro, se preocupa em manter a qualidade nas piadas bem-feitas, embora que repetitivas, os diálogos bem colocados, e foca nas cenas de ação para não desacelerar o ritmo da trama.

O filme traz poucas novidades para a história, entre elas Zoey Deutch, como a patricinha Madison e o riponga Berkeley, interpretado por Avan Jogia, e também, a sempre maravilhosa Rosario Dawson que faz uma versão feminina de Tallahassee. Estes novos personagens que não reinventam muita coisa, são o suficiente para acrescentar em novos pontos de vista, e a assim, mais humor para a trama.

As cenas de ação ganharam um upgrade, fazendo a Zumbilândia parecer ainda mais selvagem, com os mortos-vivos mais grotescos e fortes, e carros ultracostumizados preparados para um apocalipse zumbi. Porém, não perdeu a essência do primeiro filme, com cenas em slow-motion e textos que se fundem ao cenário, mantendo exatamente a mesma fórmula de seu antecessor, mas sem perder a qualidade, mesmo depois de 10 anos, ainda soltamos o riso nas mesmas piadas.

Os diálogos bem colocados mantêm a trama viva até o final, não há momentos chatos que diminuem o ritmo do filme, mesmo quando não tem ação, as discussões de Columbus e Wichita são alívios cômicos muito divertidos. Vale citar que Woody Harrelson é um dos principais destaques pelo seu papel, que está melhor do que no primeiro filme.

Com muitos momentos Deus ex-Machina e uma história simples, Zumbilândia: Atire Duas Vezes é uma ótima e divertida comédia de apocalipse zumbi, que vai fundo na nostalgia para os fãs do primeiro filme, provando que quando bem trabalhadas, algumas histórias merecem serem revisitadas.

P.s.: Se você curtiu o primeiro filme, não saia da sala antes da cena pós-crédito, pois é sem dúvidas um dos momentos mais divertidos para os fãs da franquia.

3.5

DE 5

Leonardo Vieira
Fã de quadrinhos e cinema, futuro jornalista e amante de robôs gigantes!
ajax-loader