No dia a dia as pessoas tendem a viver no cotidiano, acabam não notando o que está à sua volta e até perdem momentos oportunos que as gerariam algum benefício. Há quem pense ou até diga que o não notar detalhes poupa decepções e, também, que a indiferença torna tudo mais agradável. No entanto, notar detalhes poupa muita dor de cabeça também, e é o que as pessoas não veem.

Sherlock Holmes é visto como alguém frio é calculista, sendo chamado até de psicopata. Mas, segundo Sherlock, ele é um “sociopata de alto funcionamento”. A fama dele percorre mais rápido que um incêndio, mas o que será que as pessoas viram nele?

O senso de dedução de Sherlock Holmes é incrível. Ele nota cada detalhe, desde o que o indivíduo pode ter comido ontem até o histórico de sua família. Tudo isso através de detalhes que passam despercebidos por nós.

Mesmo sendo Sherlock Holmes, ele ainda deixa passar alguns detalhes, sejam eles grandes ou pequenos. Afinal de contas, ele é humano!

Objetividade

Uma das coisas que ajuda Sherlock a entender o que ocorreu em uma cena criminal, por exemplo, é não ir segundo pressuposições, mas analisar tudo objetivamente. Usando fatos e requerendo-os, ajuda realmente a entender, ligando pontos, o que pode ter acontecido naquele dado momento.

Digamos que queira analisar uma mulher aleatória. Sherlock não analisaria a beleza dela, mas seus cuidados com seu corpo; as roupas que usa, mas não julga-lá recatada pelas mesmas. Através de seu vestuário ele pode saber quais seus costumes e onde costuma ir, até mesmo com o que trabalha. Através de suas mãos pode descobrir se pratica trabalho pesado ou não. Analisando seus gestos, saberia quais são suas manias. Analisando os objetos em sua casa pelas suas posições e, também com que mão ela pega os objetos, saberia se ela é destra ou canhota.

São estes os detalhes que deixamos passar todos os dias, detalhes que são cruciais e deveríamos percebê-los, mas o dia a dia nos deixa distraídos para tais pormenores.

Criatividade

Sherlock também é alguém que se deixa levar por seus pensamentos, isso acaba fazendo com que ele tenha várias ideias do que pode ter acontecido. Quando inibimos nosso pensamento, perdemos grande parte do nosso cérebro que poderia nos auxiliar, ser nosso amigo. No entanto, quando nós deixamos ele percorrer sua network de ideias, ele faz um trabalho maravilhoso nos dando possibilidade. Também nos ajuda muito a verificar as possibilidades plausíveis, mas isso veremos no próximo tópico.

Processo de Eliminação

Sherlock quando tem algum caso a ser resolvido ele usa a dedução, mas a testa para ver se é de fato verdadeira. Caso não seja, ele usa a indução, ou seja, pensa em várias possibilidades para o problema ocorrido, então vai eliminando cada caminho improvável de ter ocorrido. Ele liga os fatos, um com o outro, dando mais sentido a série de ocorrências, então vai eliminando. Parece ser um processo bem demorado, mas sua mente funciona rápido, dependendo do caso, demora apenas alguns segundos.

“Quando você elimina o impossível, o que sobra, por mais improvável que pareça, só pode ser a verdade.”

— Arthur Conan Doyle

Sendo assim, anote em um papel as possibilidades, conecte os fatos, para que então você possa saber, de fato, o que ocorreu.

Estudo

Sherlock preza pelo silêncio, pois assim pode concentrar-se no que está fazendo: estudando o caso, a si mesmo ou até explorando seus hobbies. Apesar de ser algo que vem naturalmente para ele, não é algo que deva ser difícil: o foco.

Ele sempre acaba alocando dados na sua memória, usando uma técnica chamada Palácio Mental – que será explicada adiante. O ponto é se manter focado não importa quantas distrações se tem. Aliás, livre-se delas, as distrações não te farão ter resiliência, mas acabarão tirando você do foco. Antes pense no que for fazer com a prioridade que aquilo tem, pensando que você é tão relevante e aquele objetivo diz respeito à você, então é preciso ser completado.

Tenha em mente que você tem que gravar apenas dados necessários, caso contrário irá desperdiçar o espaço de sua mente com coisas irrelevantes. Estude sobre os vários tipos de temperos, especiárias, ou até mesmo miçangas, se isso for importante pra você.

O Palácio da Mente (Método de Loci)

Esta técnica não foi criada pelo autor de Holmes ou pelo homem que inspirou Sherlock, como muitos pensam. Este método foi criado faz mais de 2000 anos, sua autoria é desconhecida.

O palácio mental é uma técnica de visualização para gravar dados imensos ou apenas relevantes. O principio dele é que seja usado, em sua mente, uma visualização de algum lugar que você conhece bem. Depois, você usa cada pedaço deste lugar como um “marcador”, anotando as informações em lugares como cama, armário, etc.

Emoção

A emoção muitas vezes atrapalha nosso julgamento, por isso que Sherlock sempre esforça-se (às vezes nem é necessário, pois ele é um tanto frio) para não apegar-se à vítima. Muitas das vezes os seres humanos acabam apegando-se à algo ou ao ponto de vista, assim seu julgamento é comprometido. Por isso, analisando a personalidade de Holmes, cada ação dele não é tomada por nada, esta também não é.

Portanto, coloque-se na vista da terceira pessoa. Analise o fato como alguém que não conhece você ou as pessoas envolvidas, então você saberá, até mesmo, tomar decisões.

Bônus

Sherlock Holmes é um homem complexo e cheio de manias também, mas ficou claro que ele foca no que gosta e seu trabalho rende bons frutos por isso. Ele chegava a passar dias sem falar com ninguém, e horas sem comer (senão dias também), devido ao seu nível de foco.

Lembrando que ele é um personagem e certas coisas são impossíveis, para nós, meros humanos, realizarmos. Então sempre faça o que puder, mas sem lazer de vez em quando não haverá frutos.

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