Especial | Os Caça-Fantasmas, quem você vai chamar?

Se tem algo esquisito e que não parece estar bem. Quem você vai chamar? Sim, os Caça-Fantasmas. No ano de 1984 o mundo conheceu os maiores caçadores de fantasmas que já existiram. Durante muitos anos os 4 caçadores: Dr Egon Spengler, Ray Stantz, Winston Zedemore liderados pelo cientista Dr Peter Venkman, salvaram o mundo da vilania de Zuul, o guardião de Gozer.

O filme, estrelado por Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis, Ernie Hudson e dirigido por Ivan Reitman, se tornou um dos maiores blockbusters da história do cinema e de toda a cultura pop. E mesmo após mais de 30 anos do lançamento continua um filme divertido e indicado a qualquer idade. Os Caça-Fantasmas conquistaram as críticas na época do lançamento, o que rendeu uma sequência em 1989 que, novamente, foi muito bem recebida pela crítica e fãs. Em 2016 uma reformulação chegou ao cinema mas, apesar de ser divertida, mas não tão bem recebida. Para a alegria e nostalgia dos fãs uma sequencia, direta do filme de 1989, chegará aos cinemas em algum momento de 2021.

Os “ghostbusters” influenciaram não só o cinema mas toda a cultura pop, inspirando conceitos técnicos de outros longas sendo referenciados e homenageados em diversos filmes, séries, livros e quadrinhos, que muitas vezes, citam a “mitologia” do filme em algum momento. Mas não foi somente a ficção influenciada pelos famosos caçadores de fantasmas, existem pessoas caçando fantasmas por aí! Veremos isso na sequência. Então prepare sua mochila de prótons e embarque no nosso Ecto-1 para entender mais sobre i impacto desse universo.

Os Caça-Fantasmas da vida real

Usando camisetas pretas e um logotipo estampado os investigadores da A Dead Night Paranormal Investigation, Investigações Paranormais Na Calada da Noite na tradução livre, equipam-se com câmeras comuns e térmicas, para detectar e registras movimentos sobrenaturais, e com um equipamento chamado de “sound box”, que analisa as frequências de rádio que criam como uma fonte de energia para os fantasmas conseguirem comunicar-se com eles.

Você pode não acreditar nisso, mas há diversos grupos de pessoas que se juntam para “caçar” fantasmas, vários e diferentes lugares do mundo. Existe aliás, um site que afirma ter a maior lista de sociedades e grupos paranormais de todo o mundo, o ParanormalSocietes.com, e lá verifica-se que os Estados Unidos são líderes no setor com mais de, pasmem, 3,6 mil integrantes registrados. Aqui no Brasil existe o Mundo Paralelo, em São Paulo, que investigam casos intrigantes em casas mal assombradas pela cidade.

Foto dos Caça-Fantasmas brasileiros

Os Caça-Fantasmas da vida real cobram por consultorias de grandes empresas ou pessoas que afirmam ver vultos, com relatos sobrenaturais. Algumas consultas chegam a quase R$ 3.000,00. Essa prática, que parece exótica para boa parte das pessoas, é absolutamente comum nos EUA e Canadá.

Existem pessoas que exercem essa atividade apenas pelo prazer, pois nem sempre há pagamento e tão pouco há qualificação para indicar uma profissão com esse título. A maioria dos ghostbusters ganham dinheiro através de eventos públicos, como visitas a locais “assombrados”, guiando grupos de pessoas e cobrando taxas pelo passeio guiado.

A principal tarefa deles é ajudar pessoas ou empresas a descobrirem se há um fantasma vivendo no ambiente. Diferente de casas espíritas, que fazem a “limpeza, ou despejo espiritual”, os caça-fantasmas tentam lidar com o sobrenatural através de uma conversa ou acerto de contas. Até mesmo fazendo uma “parceria” entre o fantasma e o morador do imóvel “mal-assombrado”.

Seja na ficção ou na realidade os Caça-Fantasmas, lá de 1984, influenciaram inúmeras pessoas. Ou será que apenas abriu os olhos para que percebamos e lutemos contra os inimigos “invisíveis”?

Se essas atividades são reais, ou não, são bastante divertidas. Mas se algo de estranho acontecer eles estarão lá, só basta você saber quem você vai chamar?

Leonardo Vieira
Fã de quadrinhos e cinema, futuro jornalista e amante de robôs gigantes!